Hábitos saudáveis podem aumentar a fertilidade do casal

Fertilização in vitro é indicada em poucos casos e como última opção.
Perder peso, parar de fumar e de beber são recomendados pelos médicos.

Amanda Rossi Do G1, em São Paulo
A fertilização in vitro é uma opção apenas para um pequeno número de casais que têm dificuldade para ter filhos. Considerada um procedimento de alta complexidade, ela só é indicada em casos específicos, após uma série de exames que comprovam que não existe outra solução para o casal.


Segundo Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), entre 10% a 15% dos casais apresentam alguma dificuldade para engravidar espontaneamente após um ano de relacionamento frequente e desprotegido, parâmetro que define a infertilidade.

Para estes casais, uma primeira etapa na tentativa de ter filhos é adotar hábitos saudáveis, que podem aumentar a fertilidade. “Engravidar é como fazer uma longa viagem. É preciso se preparar por um longo tempo”, compara Arnaldo Schizzi Cambiaghi, especialista em reprodução humana e autor de “Ser ou não ser Fértil, Perguntas e Respostas sobre Infertilidade”.

Alimentação
Cambiaghi recomenda parar de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas. Segundo ele, é importante manter uma alimentação saudável e procurar comer a cada três horas. Comidas que contenham hormônios, como carnes e leite, se ingeridas em excesso, podem prejudicar a produção de espermatozoides, de acordo com o médico.

No caso de mulheres obesas, uma dica importante é emagrecer. Ana Glória Pontes, responsável pelo setor de ginecologia endócrina da Faculdade de Medicina da Unesp Botucatu, explica que em torno de 40% das mulheres obesas não ovulam. “Aí, não engravidam”.

Pacientes com ovário policístico, por exemplo, conseguem superar a infertilidade e engravidar com uma perda de apenas 10% do peso, cita a médica.

Outra importante responsável pela infertilidade é uma doença sexualmente transmissível, chamada clamídia, que não tem sintomas. Pesquisas realizadas no ambulatório da Unesp verificaram que 20% das mulheres que procuravam tratamento para infertilidade eram portadoras da doença. Por isso, usar preservativo nas relações sexuais quando não se quer engravidar também é importante para garantir a fertilidade no futuro.

Exames Se mesmo após adotar hábitos saudáveis o casal não consegue ter filhos, é importante procurar profissionais especialistas em reprodução humana, recomenda Cambiaghi.

Para estes casais, “temos as técnicas de baixa complexidade, como a indução da ovulação e a inseminação intra uterina. Devemos fazer um exame ginecológico bem detalhado e exames específicos antes de indicar a fertilização in vitro”, explica Dzik.

“A vida moderna tem contribuído para o aumento da infertilidade feminina, pois as mulheres estão deixando para engravidar mais tarde, geralmente após os 35 anos. Do lado masculino, obesidade, estresse e poluição também têm contribuído para o aumento da infertilidade”, diz Dzik.




Casais enfrentam anos de espera para fazer fertilização na rede pública

Verônica Salviano, de SP, deu luz a Gabriela depois de quatro anos na fila.
Katiana Paz, de AL, aguarda há dois anos para fazer o procedimento.

Amanda Rossi Do G1, em São Paulo
A felicidade de Verônica Salviano, 34 anos, com o nascimento da filha Gabriela não cabe em adjetivos. “Foi uma sensação tão maravilhosa, tão linda, tão gostosa, eu não sabia se chorava ou se ria, estava em estado de graça”, lembra, emocionada. O parto ocorreu em dezembro de 2010, após quase sete anos de tentativas para realizar a fertilização in vitro na rede pública.

“Foi uma sensação tão maravilhosa, tão linda, tão gostosa, eu não sabia se chorava ou se ria, estava em estado de graça"Verônica Salviano, após a fertilização.
 
Apesar de não constar na tabela do SUS, a fertilização in vitro é oferecida gratuitamente em pelo menos oito hospitais no Brasil, que realizam cerca de dois mil procedimentos por ano. Segundo gestores de programas de fertilização públicos ouvidos pelo G1, este número é incapaz de atender a demanda, o que aumenta o tempo na fila de espera.

A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida onde óvulo e espermatozoide são fecundados em laboratório. Depois, o embrião é implantado diretamente no útero na mãe. A técnica tem mais sucesso que a inseminação artificial, mas também é mais cara. Em clínicas particulares, o custo de uma tentativa gira em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil, mas pode ir a R$ 50 mil. A chance de engravidar na primeira tentativa é de cerca de 30%, dependendo da idade da mulher.

Gabriela, hoje com um ano e três meses, nasceu após quase sete anos de tentativas dos pais. (Foto: Flavio Moraes / G1)Gabriela, hoje com um ano e três meses, nasceu após quase sete anos de tentativa dos pais de realizar a fertilização in vitro na rede pública. (Foto: Flavio Moraes / G1) - Esse casal participou da reportagem do SBT Repórter publicada aqui, anteriormente.
 
Gabriela
Verônica tinha 25 anos quando procurou ajuda para engravidar pela primeira vez. A fertilização in vitro era a única opção, já que seu marido tinha passado por vasectomia há mais de 15 anos. O casal, de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, desistiu assim que ouviu o valor do tratamento: em torno de R$ 20 mil na época. “Era muito caro, fora da nossa realidade”, conta.

Dois anos depois, eles descobriram que o Hospital Pérola Byington, em São Paulo, oferecia fertilização in vitro gratuitamente. Verônica pegou a senha, fez todos os exames e finalmente entrou na fila em 2004.

“Nós íamos para o hospital [buscar informações] e nossa senha nem se mexia. Era frustrante, porque a gente não tinha dinheiro para ir para uma clínica particular e eu ficava preocupada com minha idade”, conta Verônica. As chances do procedimento ter sucesso diminuem conforme a mulher fica mais velha.

Após uma espera de quatro anos, ela e o marido foram finalmente chamados em 2008. Um tipo raro de problema nas trompas de Verônica dificultou o processo e só no final de 2010 o sonho de ter um filho se realizou.

“Apesar de tanto sofrimento, eu não desisti”, se emociona a mãe de Gabriela, que está com um ano e três meses. "Estava em um hospital público, mas de primeiro mundo. Se não fosse ele, eu não teria condições financeiras".

Na fila

 Katiana Paz, de Maceió, alimenta o mesmo sonho de Verônica. Há 9 anos ela e o marido Wellington tentam ter um filho, sem sucesso.

“Fui para um especialista em fertilização, fiz exames e ele descobriu que eu tinha um probleminha, meu esposo também”, lembra. A única opção para o casal era a fertilização in vitro.
“O médico disse que a fertilização custava R$ 15 mil a tentativa. Fiquei desesperada. Este valor pode ser pouco para quem tem condições, mas para quem não tem é uma fortuna”, afirma. A notícia fez Katiana e o marido adiarem os planos.

Eu disse: meu Deus, é verdade? É um tratamento tão caro que eu nem acreditei que era oferecido na rede pública"
 
Katiana Paz
Em 2010, eles descobriram que uma instituição em Recife, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), oferecia a fertilização de forma gratuita.
“Eu disse: meu Deus, é verdade? É um tratamento tão caro que eu nem acreditei que era oferecido na rede pública", conta.

Desde então, Katiana e Wellington começaram a fazer viagens quase mensais para Recife para realizar os exames e se preparar para o procedimento. Segundo ela, sua senha está chegando e eles estão “na porta” da fila. Eles terão duas tentativas e estão bastante otimistas. Wellington acha que o casal conseguirá ter duas meninas e já está planejando reformas na casa para receber os bebês.

Após 7 anos, Saúde estuda incluir fertilização in vitro no SUS em 2012

Medida havia sido aprovada em 2005, mas foi suspensa 4 meses depois.
Grupo de trabalho do Ministério da Saúde analisa impacto financeiro.

Amanda Rossi Do G1, em São Paulo
O Ministério da Saúde montou um grupo de trabalho para discutir a inclusão da fertilização in vitro na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2012 -- sete anos depois da primeira portaria que determinava o atendimento para casais que precisassem do procedimento. Se a medida for aprovada, será a primeira vez que o governo federal vai bancar os custos da mais eficiente forma de engravidar para quem tem problemas de fertilidade -- um procedimento que pode custar até R$ 50 mil por tentativa em médicos particulares.

A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida onde óvulo e espermatozoide são fecundados em laboratório. Depois, o embrião é implantado diretamente no útero na mãe. A técnica tem mais sucesso que a inseminação artificial, mas também é mais cara. Em clínicas particulares, o custo de uma tentativa gira em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil, mas pode ir a R$ 50 mil. A chance de engravidar na primeira tentativa é de 30%, dependendo da idade da mulher.

O Ministério da Saúde confirmou a intenção de colocar o procedimento na tabela do SUS até o fim do ano, mas não quis dar detalhes sobre como e exatamente quando isso iria acontecer. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, preferiu não comentar a movimentação no Ministério sobre o assunto. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, estão sendo discutidos quais seriam os impactos financeiros da medida e onde seria implantado o serviço.

'Botijão' usado para armazenar embriões congelados (Foto: Divulgação/Programa Alfa Reprodução Assistida)
'Botijão' usado para armazenar embriões
congelados
(Foto: Divulgação/Programa Alfa
Reprodução Assistida)
 
 
No início de março, o Ministério da Saúde anunciou que estava estudando colocar técnicas de "reprodução assistida" no SUS, sem especificar exatamente qual delas. Ao G1, a assessoria confirmou que uma das técnicas em estudo é a fertilização in vitro.

Atualmente, são oferecidos pelo SUS 31 procedimentos de reprodução humana assistida -- a maioria, exames preparatórios para tratamentos mais complexos, como a própria fertilização.

A coordenadora do Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul, de Brasília, Rosaly Rulli, faz parte do grupo de trabalho do Ministério. “Não está sendo discutido nada além da fertilização in vitro. O ministério já tem vários programas para o restante [das áreas da reprodução humana assistida], só a fertilização que não tem”, diz ela.

“Tivemos a primeira reunião no final de fevereiro. Agora, há outra reunião marcada para abril. Estamos avançando”, conta. O hospital é referência em fertilização in vitro gratuita, com verbas do governo do Distrito Federal.

A primeira vez que surgiu a possibilidade de colocar a fertilização no SUS foi em março de 2005, quando o Ministério publicou uma portaria que determinava o oferecimento da fertilização pelo SUS a pessoas com dificuldade para ter filhos. Quatro meses depois, ela foi suspensa para a avaliação dos impactos financeiros.

“A grande dificuldade foi [a falta de] recursos. Esse é um tipo de tratamento que tem um custo elevado. Quando fomos debater a política com estados e municípios, houve um movimento muito forte que pontuou que isso não era prioridade”, lembra o senador Humberto Costa, que era ministro da Saúde em 2005, quando o programa foi lançado.

“Hoje há uma demanda cada vez maior da sociedade. Além disso, ao longo destes últimos anos, muitas coisas que eram consideradas prioridades já foram contempladas por recursos da área da saúde. Acredito que hoje não existiria o mesmo tipo de resistência [para a inclusão da fertilização in vitro no SUS]”, opina Costa.

Infográfico fertilização in vitro (Foto: G1)
Atualmente, existem pelo menos oito hospitais que realizam a fertilização in vitro de forma gratuita, custeada por secretarias estaduais de saúde e orçamentos próprios de universidades. De acordo com levantamento realizado pelo G1, cada ciclo de fertilização in vitro custa para os cofres públicos entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil, dependendo do hospital onde é realizado.

Hospitais
Uma das possibilidades para atendimento via SUS é reembolsar esses centros de reprodução assistida que já oferecem fertilização in vitro de forma gratuita. Espalhados por São Paulo, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre, pelo menos oito hospitais realizam cerca de duas mil fertilizações por ano – enquanto a iniciativa privada realiza entre 25 e 30 mil, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.

“Estou confiante de que a fertilização in vitro será incluída no SUS este ano. Acredito que o Ministério da Saúde vai repassar estes recursos, para que serviços que já estão estruturados passem a dar vazão à demanda”, afirma Luiz Henrique Gebrim, diretor do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, referência nacional na fertilização in vitro na rede pública. O hospital acaba de ampliar a infraestrutura na expectativa de realizar mais procedimentos e também poderia, segundo Gebrim, contribuir com o treinamento de médicos de outros estados.

Onde fazer
Em alguns dos hospitais que já oferecem a fertilização in vitro na rede pública, todo o tratamento é gratuito. Na maioria, no entanto, o casal precisa custear medicamentos para estimular a ovulação e a maturação dos óvulos. Os gastos variam de R$ 3 a R$ 10 mil, segundo os centros de reprodução assistida que oferecem o serviço.

Para ter acesso ao tratamento, os casais precisam passar por uma série de exames que verifiquem que a fertilização in vitro é a única opção para ter filhos. O tempo de espera pode ser de anos. Segundo gestores de programas de fertilização ouvidos pelo G1, a inclusão da fertilização in vitro na tabela do SUS possibilitaria a ampliação de vagas e diminuiria o tempo na fila.

“O Hospital das Clínicas da UFMG há muitos anos se vira para oferecer o tratamento gratuitamente e temos uma fila muito grande. A única forma de aumentar [o número de ciclos de fertilização in vitro] seria com o financiamento do SUS”, diz Francisco de Assis Nunes Pereira, subcoordenador do laboratório de reprodução humana do HC da UFMG.
Veja abaixo informações sobre os hospitais que realizam fertilização in vitro na rede pública.

SÃO PAULO
Centro de Referência em Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington
Ciclos de fertilização realizados por ano: 300
Taxa de sucesso de gestação: 30%
Critérios para entrar na fila de espera: a mulher tem que ter produção de óvulos e o homem produção própria de espermatozóide; a mulher também tem que ter até 35 anos.
Características do atendimento: completamente gratuito.

Hospital Universitário de Ribeirão Preto
Ciclos de fertilização realizados por ano: 450
Taxa de sucesso de gestação: 30%
Critérios para entrar na fila de espera: ter avaliação básica e diagnóstico realizado na rede SUS; idades mais avançadas , pelo fato de ter menor resposta, não são priorizadas, em função da demanda.
Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar parte da medicação - o restante é fornecido pelo hospital.

Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Ciclos de fertilizações realizados por ano: 500
Taxa de sucesso de gestação: de 30 a 40%
Critérios para entrar na fila de espera: não há restrição de idade ou local de origem
Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação.

Hospital das Clínicas de São Paulo
Ciclos de fertilizações realizados por ano: 600
Taxa de sucesso de gestação: não informada.
Critérios para entrar na fila de espera: não informados.
Características do atendimento: não informados.

BRASÍLIA
Centro de Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS)
Ciclos de fertilização realizados por ano: 250
Taxa de sucesso de gestação: 32%
Critérios para entrar na fila de espera: encaminhamento de centros de saúde públicos que diagnosticaram necessidade de fertilização in vitro.
Características do atendimento: completamente gratuito.

RECIFE
Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP)
Ciclos de fertilização realizados por ano: 60
Taxa de sucesso de gestação: em torno de 35%
Critérios para entrar na fila de espera: não há restrição de idade ou local de origem; é analisada a reserva ovariana da paciente, ou seja, o que o ovário pode oferecer de óvulos.
Características do atendimento: completamente gratuito.

BELO HORIZONTE
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Ciclos de fertilização realizados por ano: 220
Taxa de sucesso de gestação: de 10 a 50%
Critérios para entrar na fila de espera: encaminhamento da rede de saúde municipal de saúde pública de Belo Horizonte.
Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação.

PORTO ALEGRE
Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Ciclos de fertilização realizados por ano: 250
Taxa de sucesso de gestação: 25 a 30%
Critérios para entrar na fila de espera: ter menos de 35 anos na chegada à fila de espera e não ser portador de doenças virais (hepatite B, C, HIV, HTLV I/II)
Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação.

Hospital Fêmina do Grupo Hospitalar Conceição
Ciclos de fertilização realizados por ano: primeira fertilização está prevista para maio de 2012 e a estimativa é realizar cerca de 120 ciclos por ano.
Critérios para entrar na fila de espera: serão definidos em março.
Características do atendimento: a fertilização in vitro será gratuita e o hospital está buscando formas de viabilizar a gratuidade dos medicamentos.

Agradecendo o carinho: Selinho Recebido!

Bom dia amigas guerreiras,

Recebi esse selinho da grande mamãe do Kenji - a Tati em 12/03/12 e só agora consegui postar, devido a correria e por já ter alguns posts programados!

Tati, muito agradecida pela lembrança, pelo carinho, muito feliz mesmo!!!



Regras :
* Responder a algumas perguntas (abaixo);
* Citar o blog que deu o selo (http://tatidiarionadasecreto.blogspot.com.br - All The Things);
* Indicar 7 blogs
7 coisas que tenho que fazer :
* estudar
* organizar melhor meu tempo
* ter coragem para começar uma big reforma em casa
* me dedicar mais aos meus amigos (desculpa, não é por mal)
* me cuidar melhor (alimentação, tomar água)
* aprender a me maquiar
* não me estressar por pouca coisa


7 coisas que mais digo :

* minha nossa senhora...
* temos que cortar custos (trabalho)
* estou de saco cheio de gente incompetente
* Lucky deixa a Rayka em paz, vai machucar assim... (meus pets)
* quando estiver grávida....
* ai que lindo....
* quem aguenta esse sorriso (qdo estou com crianças: meus afilhados ou sobrinhos)


7 coisas que faço bem :

* planejamento
* cozinhar (quando cozinho)
* cuidar dos meus cachorrinhos
* brincar com crianças
* namorar meu Vida
* meu trabalho
* decorar

7 características pessoais :

* tenho bom coração
* penso sempre primeiro nas pessoas que amo e depois em mim
* sou simples, embora muitos pensem o contrário
* sou tímida e não metida
* sou exigente comigo e com quem me cerca
* sou boa ouvinte
*  sou muito dedicada em tudo que faço

7 coisas que eu adoro:

* viajar
* estar com meu marido
* estar com meus cachorrinhos
* almoçar no domingo na casa da minha mãe
* ficar em casa e receber amigos
* assistir um bom filme
* ler um bom livro

7 coisas que eu não gosto :

crianças abandonadas
* cachorros abandonados
* que se metam na minha vida
* que me digam o que fazer sem eu pedir 
* do verão se não estou de férias
* de passar roupa
* da minha casa desorganizada e/ou desarrumada

Indicar 7 blogs :
http://adoceespera.wordpress.com/
http://diariodeummilagre.blogspot.com.br/
http://beladeneve.blogspot.com.br/
http://pensamentosdamamae.blogspot.com.br/
http://tudoporumbaby.blogspot.com.br/
http://operacaobebedasi.blogspot.com.br/
http://guiaparacegonha.blogspot.com.br/

beijos,

Val

Histórias de sucesso em Reprodução Assistida

Olá queridas guerreiras:
Não sei se todas viram a reportagem do SBT Repórter sobre reprodução assistida...
Senão viram vale muito a pena assistir, principalmente vendo tantos finais felizes apesar de tantas dificuldades de certa forma nos prepara para alguns obstáculos e nos dá um alento, pois, houve vitória, não que ela não exista, mesmo sabendo que para Deus tudo é possível, apenas materializa a vitória e isso acaba sendo um reforço positivo no nosso caminho.

Segue os links:

http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?id=2c9f94b43602ecf701360d3aa0d7071c

http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?id=2c9f94b63608c22701360d39f8540497

http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?id=2c9f94b63608c22701360d52682304c7

http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/?id=2c9f94b535e48d5e01360d5293e12225

Agradeço as queridas Dinha e Renata que também publicaram a reportagem.

Eu como a Dinha me emocionei muito com a parte 04 da reportagem, inclusive porque a repórter ex Rede TV (aliás foi demitida porque reclamou no Facebook que estava sem receber salário há três meses) muito eficiente por sinal, também fez o tratamento então ela vivenciou de perto todas as dificuldades (ou parte delas) das entrevistadas.


De qualquer forma, recomendo toda a reportagem.

Ah, não podia deixar de comentar a reportagem da Veja São Paulo de algumas semanas atrás:

Capa da edição nº 2257
Em tempo de ser mãe

Os tratamentos de reprodução assistida cresceram 30% na cidade nos últimos cinco anos

Mariana Barros
22/02/2012

Conheça essas mães: Mitania Bailer e outras mulheres que encararam a gravidez com mais de 40

Cida Souza

Durante muito tempo, a promoter Rosana Beni dedicou-se integralmente à carreira, ajudando a organizar festas e eventos badalados de São Paulo. Quando chegou perto dos 50 anos de idade, ficou apavorada ao se dar conta de que talvez fosse tarde demais para realizar o sonho de ter filhos. “Você vai se ocupando e, num belo dia, percebe que o tempo passou”, diz. A executiva Mitania Domingues Bailer, por sua vez, quis guardar os planos da primeira maternidade para a hora em que estivesse com alguém especial. O problema é que o companheiro apareceu no momento em que ela estava prestes a completar 40 anos. As tentativas de engravidar naufragaram uma após outra, o que a deixou desesperada. “Ficava me perguntando por que não havia feito isso antes”, lembra. Sentimento semelhante atormentou a dona de casa Cristiane Mahfuz, que esticou quanto pôde as delícias de uma vida sem maiores responsabilidades. “Gostava demais de sair para dançar, de jantar fora e de viajar”, conta. Aos 39 anos, achou que era o momento de trocar tudo por um bebê. “Tinha a ilusão de que aconteceria naturalmente, mas não foi nada disso. Chorava a cada novo fracasso.”

Apesar dos percalços, a história de cada uma dessas mulheres teve um final feliz. Rosana tornou-se mãe em 2009, dando à luz os gêmeos Raphael e Anita. Aos 45 anos, Mitania ganhou a risonha Laura, deixou para trás o trabalho e garante estar hoje feliz da vida cuidando da filha. Depois de quatro anos de tentativas, Cristiane saiu da maternidade com Joaquim nos braços. Decidida a ter mais um filho, já havia até entrado na fila de adoção quando recebeu a notícia de que esperava Clara. Aos 47 anos, a mãe enche de mimos a garota, que acaba de completar 1 mês. “Agora, o que eu quero é cuidar deles”, afirma.

Uma grande mudança de comportamento, acompanhada por avanços importantes na medicina, está tornando esses episódios mais comuns na cidade. “As mulheres postergam cada vez mais a maternidade”, diz o especialista Arnaldo Schizzi Cambiaghi, do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO). “A boa notícia é que nunca existiram tantos recursos para ajudá-las.” Graças a melhorias em procedimentos como o congelamento de óvulos, a chance de uma gravidez após os 40 anos aumentou em 20% (veja o quadro no final da matéria). Com isso, o relógio biológico ganhou mais tempo. A idade considerada máxima para uma gravidez assistida passou de 40 anos para 55 da década de 90 para cá — embora os casos de sucesso nessa faixa- limite sejam raríssimos.

O cenário contribuiu para engordar a quantidade de clientes nas salas de espera de consultórios especializados. Desde 2007, a procura por tratamentos de reprodução assistida cresceu 30% por aqui. Desse total, mais da metade das mulheres está próxima dos 40 anos. A grande demanda por tratamentos fez da capital a maior referência brasileira no assunto, reunindo as principais clínicas de medicina reprodutiva da América Latina, tais como a Huntington, a Fertility, centros ligados à USP e à Unifesp e consultórios de hospitais como Sírio-Libanês e Albert Einstein.

Mulheres de outros estados e mesmo de outros países são atraídas a São Paulo em busca de soluções. “Enquanto há óvulos, existe esperança”, brinca a engenheira Maria do Socorro Sena, de 46 anos. Moradora de Feira de Santana (BA), ela vem para cá com frequência para ser atendida no IPGO, no bairro do Paraíso. Maria do Socorro já é mãe de Tiago, hoje com 16 anos. Em 2008, casou-se novamente e agora quer dar um herdeiro ao marido, dez anos mais jovem e sem filhos. “Ele é muito grato por eu tentar realizar esse seu sonho”, diz. A funcionária pública Lucilene Fernandes, de 48 anos, viveu uma situação semelhante. Ganhou o pequeno Lucca em 2008, fruto do segundo matrimônio. A irmã do garoto, Larissa, tem 23 anos. Quando os três saem juntos na rua, muita gente acha que o menino é neto de Lucilene. “Não me importo, acho até graça”, revela.

A grande oferta de possibilidades a ser experimentadas não faz com que a gravidez depois dos 40 anos seja uma conquista fácil. As mulheres nascem com um número determinado de óvulos, que envelhecem junto com elas e podem sofrer pequenas mutações ao longo dos anos, comprometendo sua qualidade. Assim, quanto mais velha a pretendente, mais velhos são seus óvulos — e maior o risco de complicações. Além disso, cerca de dez anos antes de entrar na menopausa, a mulher ingressa num período em que os ciclos menstruais se tornam cada vez mais irregulares, até cessar de vez. “Nenhum parâmetro médico ou laboratorial é mais determinante para o sucesso de uma gestação do que a idade da mãe”, resume o médico Edson Borges Júnior, da clínica de reprodução assistida Fertility, nos Jardins. Por isso, os especialistas consideram que o período-limite para engravidar seja o estipulado pela natureza, por volta dos 35 anos. “Ainda assim, há uma ilusão de que a boa forma exterior de uma mulher é absorvida por seu ovário”, completa Borges Júnior.

Mesmo os métodos de reprodução assistida têm limitações. Das que buscam tratamento nessa faixa etária, cerca de 20% engravidarão e, dessa parcela, 65% concluirão a gravidez, ou seja, não sofrerão aborto ou outro problema que inviabilize a gestação. “A probabilidade de uma mulher com mais de 39 anos ter um bebê é de cerca de 13%”, aponta o médico Julio Elito Junior, da Unifesp. As desvantagens iniciais costumam ser compensadas com maior maturidade para lidar com o novo integrante da família. “Toda mulher deveria engravidar com corpo de 20 e cabeça de 40”, acredita a documentarista Bettina Turner, de 53 anos, que teve um menino em 2004.

OS RISCOS DA ESPERA

Em média, cerca de 85% dos casais obtêm sucesso após um ano de tentativas. Quando isso não ocorre, os especialistas recomendam procurar ajuda profissional. Para quem chega aos consultórios, há várias opções para driblar a infertilidade, conforme sua complexidade. O método mais comum entre as mulheres na faixa dos 40 anos é a fertilização in vitro, em que a fecundação ocorre fora do útero. Cada tentativa custa entre 15.000 e 20.000 reais, e a probabilidade de dar certo é de cerca de 40%. No caso da fotógrafa Gil Lourenço, que ganhou sua primeira filha aos 41 anos, a dificuldade para o início da gestação era muito menor: uma obstrução das trompas, resolvida com um rápido tratamento. A pequena Nina, hoje com 1 ano, ganhará em março uma irmã. “Ela aponta para minha barriga e já sabe falar ‘bebê’”, orgulha-se a mãe.

A maternidade tardia exige também outros cuidados, pois, com o passar do tempo, aumentam os riscos de uma gestação mais complicada, por causa da maior incidência de males como diabetes e hipertensão (veja o quadro abaixo). “Mas são riscos controláveis”, pondera a médica Tânia Schupp Machado, da USP. Em janeiro, das 37 gestantes internadas no ambulatório do Hospital das Clínicas com complicações na gravidez, 11% tinham mais de 40 anos. “Partos prematuros e formação de gêmeos, mesmo quando as mães engravidam naturalmente, são mais frequentes do que nas mulheres jovens”, afirma Daniel Rolnik, diretor do ambulatório de obstetrícia do HC.

RISCOS DE O BEBÊ TER SÍNDROME DE DOWN

Uma das pacientes internadas recentemente era Vanderléia Rodrigues Silva Santos, 44 anos, grávida de trigêmeos e hipertensa. Sua entrada no hospital ocorreu em 20 de dezembro e, por isso, ela e o marido permaneceram em um dos quartos do HC durante o Natal e o Ano- Novo. “Fizemos as ceias aqui mesmo, mas nem ligamos. Há dez anos vínhamos tentando a gravidez”, diz ela. No fim do mês passado, o tão aguardado momento chegou. Vanderléia deu à luz Murilo, Marina e Mariana. O trio ainda se fortalece no berçário antes de ir para casa. Mas desta vez o casal deve passar pelo menos um pedaço do Carnaval longe da maternidade: a previsão de alta é para segunda-feira 20.

NOVIDADES NA MEDICINA

Os tratamentos que estão ajudando a estender o relógio biológico

Ovodoação

Se a mulher não tem mais óvulos com qualidade suficiente para gerar embriões saudáveis, há a opção de recorrer a doadoras. Elas são anônimas e podem ter suas características físicas escolhidas pela receptora — afinal, o bebê herdará o DNA da dona do óvulo, e não de quem o gestou. A busca por doadoras é uma das etapas mais difíceis do processo. “Costumam ser mulheres que conhecem outras com dificuldade de engravidar e se sensibilizam”, diz o médico da Unifesp Jorge Haddad Filho.

Congelamento de óvulos

Nos últimos cinco anos, novas formas de armazenamento vêm permitindo congelar os óvulos para ser usados depois. Mas há alguns problemas. A idade em que as mulheres buscam essa solução, normalmente a partir dos 35 anos, é considerada tardia pelos especialistas. Além disso, o uso desse método para quem quis atrasar a maternidade não é consenso entre os médicos. “É mais indicado para mulheres que passaram por quimioterapia ou outro problema de saúde e por isso tiveram de adiar a gravidez”, pondera Alexandre Pupo, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês.

Detecção de síndromes

Alterações cromossômicas, como a que ocasiona a síndrome de Down, são mais comuns nos embriões de mães acima dos 35 anos. Hoje, esses problemas são detectados através da punção do líquido amniótico ou da placenta, o que traz risco de aborto. Métodos para averiguá-los por exame de sangue, evitando riscos para o bebê, já estão em fase de teste.

Governo Federal bancará Reprodução Assistida

Matéria do Jornal da Tarde por Felipe Oda

Tratamentos de reprodução assistida podem custar o preço de um carro popular em clínicas particulares e as filas de espera na rede pública passam de três anos. Mas, em São Paulo, há outras alternativas para driblar a dificuldade de engravidar, uma condição que vem se tornando cada vez mais frequente no País e no mundo.

Financiar o procedimento de fertilização em até três anos, por exemplo, é uma opção que estará disponível na capital a partir do próximo semestre.

A ideia da gestação financiada é do Programa Acesso, um dos serviços que subsidiam parte do tratamento para casais inférteis, mediante alguns critérios. “Conversamos com parceiros para oferecer juros atraentes, abaixo do que é cobrado por cartões de crédito”, afirma o biomédico Floriano Moreira de Andrade, um dos responsáveis pelo serviço.

O Projeto Acesso garante ainda descontos em medicamentos e honorários médicos. Nessa mesma linha há o Instituto Sapientiae e o Projeto Alfa, que oferecem tratamentos com descontos de 40% a 100% para as futuras mamães. Essas alternativas ajudam a atender uma demanda crescente: a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) estima, com base em pesquisas internacionais, que a quantidade de gestações de laboratório tenha aumentado de 20% a 25% entre 2008 e 2010.

Mas a oferta de tratamentos está longe de suprir a procura por eles no País. Cerca de 30 mil ciclos de fertilizações in vitro (FIV), por exemplo, são realizados anualmente. “O Brasil precisaria fazer, contudo, cerca de 150 mil fertilizações in vitro por ano para atender sua demanda”, garante o presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Adelino Amaral Silva. Por isso, é grande a disputa por tratamentos totalmente gratuitos, oferecidos em São Paulo pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Hospital das Clínicas e do Centro de Referência em Saúde da Mulher (Pérola Byington).

Antes de chegar ao Instituto Sapientiae, o casal Aparecida Valéria Ranea Gomes e Carlos Eduardo Bandeira Stedo, ambos de 33 anos, já havia tentado o Pérola Byington. A fila, contudo, era assustadora: três anos, no mínimo, podendo chegar a quatro. “Por outro lado, pagar por um tratamento estava fora da nossa realidade”, diz Stedo, que trabalha como motoboy. O preço de uma FIV é de cerca de R$ 16 mil – isso, sem contar remédios e outros procedimentos, como congelamento de embriões ou compra de sêmen.

Seleção apertada
Para participar dos programas de reprodução assistida com desconto na capital são levadas em conta condições socioeconômicas. Alguns programas contam ainda com alguns outros critérios de inclusão. “Temos preferência por casais de São Paulo e a idade da mulher não pode ultrapassar 36 anos”, explica o diretor do Sapientiae, Assumpto Iaconelli. No Projeto Alfa, os critérios são mais flexíveis: são aceitos casais gays e mulheres solteiras, sem limite de idade. Por lá, o desconto no tratamento varia de 40% a 100%.

Por ano, aproximadamente 5 mil crianças são geradas no País por meio da reprodução assistida, levando-se em conta técnicas de fertilização in vitro e de inseminação intrauterina, de acordo com estimativas da SBRH. Mas esse número, garantem os especialistas brasileiros, segue uma tendência de aumento, sobretudo em São Paulo. Cerca de 40% das 200 clínicas que trabalham com reprodução assistida no País estão no Estado paulista, diz a SBRH.

Na semana passada, a inauguração das novas instalações do Pérola Byington, com a promessa de dobrar a capacidade de fertilizações gratuitas de 300 para 600 por ano, pode ajudar a aliviar a situação de São Paulo. A instituição, contudo, atende casais do País todo e até mesmo de outros países da América Latina.

Governo federal bancará reprodução assistida

Do UOL 08/03/2012 - 16h32
 
Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio Grande do Sul arcam com os gastos do procedimento
  • Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio Grande do Sul arcam com os gastos do procedimento
O Ministério da Saúde pretende incorporar a reprodução assistida à tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

A pasta informou ainda não ter previsão de quando serão definidas as técnicas que passarão a constar no rol dos procedimentos este ano.

Hoje apenas os procedimentos laboratorais, como exames clínicos para a mulher que deseja passar pelo procedimento, são oferecidos pelo SUS. No entanto, alguns Estados como São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio Grande do Sul oferecem o serviço.

Com a incorporação da reprodução assistida à tabela, aumentará o número de hospitais que realizam gratuitamente os procedimentos, ampliando o número de mulheres atendidas e diminuindo a fila de espera para o tratamento - que, hoje, é de pelo menos quatro anos nos serviços oferecidos pelo Estado de São Paulo.

O SUS pagará o tratamento completo para mulheres com dificuldades para engravidar e sem condições de arcar com os gastos do procedimento - uma fertilização in vitro (FIV), por exemplo, pode custar até R$ 20 mil.

Hoje, seis hospitais do país realizam gratuitamente procedimentos de reprodução assistida e todos os casos são pagos pelos governos estaduais.
(Com Agência Estado)

Novas Famílias:Ex-casal homossexual luta na Justiça pela guarda do filho

Novas famílias através do avanço da ciência e dos tratamentos de fertilização in vitro

Matéria exibida no Fantástico em 04/03/12

O que a Justiça determina quando as mulheres envolvidas formam um casal? Em São Paulo, duas lésbicas, que tiveram um filho juntas, agora brigam pela guarda da criança. Afinal, quem é a mãe nesse caso?

O quarto decorado, os brinquedos: tudo na casa lembra uma criança, fruto de uma relação entre duas mulheres. O casamento delas durou oito anos. No terceiro ano em que elas estavam juntas, decidiram ter um filho.

Fantástico: Qual acordo vocês fizeram?
Mulher: Eu entraria com o óvulo, com o material genético, e ela gestaria essa criança. E seria o nosso filho, o filho de ambas.
Fantástico: Vocês pensaram naquele momento que um dia vocês poderiam se separar?
Mulher: A partir do momento da gestação, a gente já ia entrar com pedido de registro de dupla maternidade. Coisa que não existia na época ainda.
Fantástico: Vocês chegaram a fazer esse pedido?
Mulher: Não, porque, quando a gestação se tornou real, ela mudou de ideia. Ela dizia que achava que ele seria descriminado, que ele sofreria preconceito na rua, e que por isso ela não queria mais fazer a dupla maternidade.

Ao nascer, o bebê foi registrado com o nome da mãe que deu a luz e o pai desconhecido.

Fantástico: Depois que o filho nasceu, quanto tempo depois vocês se separaram?
Mulher: Três anos depois. E passei a ter dificuldade de vê-lo. Não deixava eu chegar até o apartamento. Ela não deixava, ela não atendia o telefone. Eu ia até o prédio onde eles moravam, tocava a campainha e ela não abria a porta.
Fantástico: O que ela alega para não te deixar ver a criança?
Mulher: Ela olha para mim e fala: ‘Você não está entendendo o que está acontecendo. Você é só uma visita dele. Você não é nada dele'.
Fantástico: O que você quer hoje?
Mulher: Hoje eu quero a reversão de guarda. Hoje, eu quero ele para mim.

Nós tentamos falar com a ex-companheira dela, mas ela não quis dar entrevista.

Fantástico: O que a lei diz objetivamente hoje sobre a situação das duas? Da que é dona do óvulo e da que é dona da barriga?
Patricia Panisa, advogada: A lei não diz. Especificamente para o caso dela, a lei não diz.
Fantástico: Não existe nada na lei.
Patricia Panisa, advogada: Especificamente, não.
Fantástico: O que falta na verdade é a lei se adequar à essas novas famílias que estão se formando? Homoafetivas?
Patricia Panisa, advogada: Falta regulamentação específica. Mas ausência de regulamentação específica não é impedimento para que se reconheça hoje, já.

“Nós não temos nada na nossa legislação brasileira que fale sobre a reprodução assistida. Só tem mesmo a nossa resolução que ela atua exclusivamente eticamente e não juridicamente”, afirma Hiran Galo, coordenador de Reprodução Assistida do Conselho Federal de Medicina.

Cada vez mais essas novas famílias vêm se formando, e a discussão sobre quem é a mãe, se é a dona do óvulo ou a dona da barriga, já está até na novela. Na trama de “Fina Estampa”, a médica Danielle usa um óvulo doado por Beatriz para gerar o filho de Ester.

O assunto divide a opinião dos telespectadores e até próprias atrizes. “Eu acho que a Vitória tem que ficar com a Bia. Eu acho não, eu tenho certeza. O fato de você ser mãe biológica, os códigos genéticos são seus”, declara a Monique Alfradique.

“Dou toda a razão para ela, mas também dou toda a razão para a Ester, que não tem nada a ver com isso. Ela pagou aquele tratamento, ela quis aquele filho, e aquilo é dela”, defende Júlia Lemmertz.

No caso da novela, o destino da criança está nas mãos do autor, Aguinaldo Silva. “Eu queria discutir exatamente essa coisa de como a família vai se transformando às custas do progresso da ciência, mas continua sendo a mesma família de sempre”, diz o autor.

Na vida real, hoje, vários casais homoafetivos disputam na Justiça a guarda de crianças.

Fantástico: Qual é a orientação que você daria para mulheres que vivem hoje essa mesma situação?
Patricia Panisa, advogada: Teve a criança? Já promove a ação, a ação para reconhecer a dupla maternidade.

Foi o que fez um casal de mulheres com seus filhos gêmeos. Eduardo e da Ana Kalil Tito são filhos de Munira Kalil e Adriana Tito e têm duas certidões de nascimento.

Fantástico: Todo mundo no primeiro momento estranha?
Munira Khalil, mãe: Para começar no cartório, na hora de registrar as crianças, o pessoal falou 'nossa, vou pedir até um dia para vocês para gente poder mudar o sistema aqui, porque está pai e mãe'.
Adriana Tito, mãe: Ou então quando estão as duas, perguntam ‘quem é a mãe?’ As duas. ‘A mãe que está na certidão?’ As duas. ‘E a mãe de barriga?’. Então, fui eu. Mas ela é mãe de óvulo
Munira Khalil, mãe: O ovulo é meu.

Fantástico: Quantas vezes vocês ouviram não da Justiça para a dupla maternidade?
Adriana: Cinco vezes.
Fantástico: Alegando?
Adriana: Alegaram muitos absurdos para falar a verdade. Aí no dia 3 de janeiro de 2011, a gente recebe a ligação: ‘o juiz julgou, ganhamos’. Era advogada chorando, a gente chorando, todo mundo chorando. Parece que as pessoas estão mais sensíveis a essa relação, a essas famílias diferentes.
Fantástico: Isso foi muito importante para vocês?
Munira: Muito demais.
Adriana: É muito importante.

Fantástico: Quem é realmente a mãe, de direito? Quem gera ou quem doou o óvulo?
Adriana: Acho que a mãe que gerou, porque ela ficou nove meses com a criança na barriga. Ela amamentou, passou todas as dores do parto. E também sem o óvulo não acontece nada disso.
Fantástico: Munira, você concorda com ela?
Munira: Vi que nessa eu rodei. Algo que a gente vai pensar agora. Mas nunca ia tirar dela. E acho que ela também nunca faria isso comigo.
Adriana: Nunca, jamais.
Fantástico: Pelos filhos?
Adriana: Pelos filhos e pela vida que nós temos. O respeito é acima de tudo. Filhos são para sempre.

O caso de Munira e Adriana foi o primeiro na Justiça e abriu precedente para outros casais também conseguirem a dupla maternidade.

Fantástico: Você quer lutar pelo direito de ser mãe?
Mulher: Eu quero ser mãe. Eu já sou mãe nos cuidados. Agora, eu quero ser mãe legal, legítima. Eu quero exercer esse direito legalmente, porque ele tem orgulho de mim, e eu quero meu filho junto comigo.